Porque gosto de poesia, penso sabê-la.
E escrevo com ou sem rimas.
Reverto sonetos em minhas palavras.
Palavras minhas em sonetos.
Penso escrever.
Perseguir leveza
Mesmo sem palavras.
Que na pobreza de minha língua (e só minha)
Reside alguma riqueza.
Do vivido, torto ou direito,
Bem para mim, mal a alguém,
Abundam, sobram poemas,
Voam versos.
Penso empiná-los feito pipa,
Sob domínio da razão e da métrica,
Na melodia de outro artista
Que simplesmente desconheço,
Esqueço a letra desta canção.
Memória despretensiosa,
Arguta de emoção (e sinceridade),
Esquece.
Mas declara.
Dispara o amor vivido,
Em letras mal escritas
Traços do inesperado,
Caminho para fora de si,
Caligrafia de sentimento,
Exercício de sanidade.
Expulsão da loucura, do tempo.
Expurgo das sombras, verdade.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
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Um comentário:
Olá, Jussara.
Costumo acompanhar seus posts. Sua poesia, sua dança com as palavras.
Como admiro. Talvez minha falta de sensibilidade não me deixou ainda escrever assim. Mas, é um desejo que tenho e que quero realizar.
Tenho encontrado tantos poetas pelo caminho! Nunca imaginei que eles existissem na vida real, mas estão tão perto. Assim como as flores que insistem a brotar mesmo no inverno, os poetas colorem as paisagens sombrias que pairam sobre os escritores. Transformam velhos concurndas debruçados sobre o papel em festivas crianças fazendo dobraduras e gargalhando.
Que Deus abençoe e multiplique os poetas!
Abraços,
Marcelo Santos
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